quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Estou tendo sonhos estranhos ultimamente, que estou morando em locais estranhos, com pessoas estranhas, neste morava numa espécie de cortiço, aqueles prédios velhos, pobres com áreas comuns. Era noite, estava no 2º andar, morrendo de sono, estava quase caindo, mas tinha que ainda tomar banho, queria estar bonita e cheirosa para quando ele chegasse, estava do lado de fora do apartamento, abrindo o registro para tirar água para tomar banho, o registro ficava na parede do lado de fora, tinha que esticar o braço para alcança-lo e com aquele sono quase cai lá embaixo. O apartamento se resumia a um único quarto, com uma única cama de casal grande que eu divida com uma amiga e sua filha, uma sala com estante e sofá, ao menos o sofá era confortável, porque aquela noite iria dormir nele, iria esperar "ele" ali mesmo no sofá para não incomodar as outras e até para ter um pouco de privacidade né, se é que isso se pode chamar de ter privacidade num lugar tão pequeno isso é quase que impossivel. Pois bem, um quarto para dividir, uma sala minúscula, um banheiro, não me lembro de ter visto cozinha, mas tudo bem. As gurias tinham ido dormir e eu estava dormindo no sofá, quando "ele" chegou eu já estava dormindo, foi dormir comigo no sofá também, não cheguei a ver quem era, estava escuro, não lembro nem de ter ouvido sua voz, mas sei que fazia muito tempo que não o via, sei que ficava tempos sem vê-lo e estava com muita saudade... enfim e ai acordei.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Doce destino...

Conheci meu futuro esposo, não sei informar quantos anos tinha, mas estava com uma idade um tanto avançada, sei que parece estranho dizer que conheci meu futuro esposo, ainda mais vindo de mim, já que sempre tive os piores conceitos  sobre casamentos... rsrsrs, também me é estranho dizer e ler isso, mas esse sonho tinha algo  de muito especial, aqueles que sei que vão acontecer... 

Pois bem o relato, estava em casa, minha futura casa, a propósito linda casa, a casa dos meus sonhos, de madeira envernizada somente, aparentemente grande, não cheguei a ver muito do interior, somente a sala, onde tinha um sofá escuro, na verdade era preto de couro preto, tenho uns gostos meio incondizentes as vezes eu sei, mas enfim,  e a mesa de jantar, grande para 6 pessoas e de vidro, acho que vou ter mesmo meus quatro filhos, uma mesa para 6 pessoas... heheheh... tinha uma cerca baixa, isso quer dizer que vou morar num lugar tranquilo, a área era coberta e ia até a cerca, não tinha forro, era de madeira a vista, estilo rústico, mas bonito, do jeito que eu gosto. 
Os pilares da área eram de madeira, e neles subiam trepadeiras e envolvidas nas trepadeiras, 
orquideas, muitas orquideas, tinha uma palmeira pequena num canto do jardim, a garagem era
à esquerda, havia também um pneu pendurado na área, um balanço de pneu, bom, mais uma prova de que havia crianças na casa.

Enfim, mais ou menos sei a minha idade porque estava acompanhada, a Joana estava comigo, 
estavamos na sala tomando café, as duas viciadas em café só poderiam estar tomando café..  
Quem conheçe a Jo, sabe que ela passa tranquilamente por uma menina de 15 anos, as vezes 
me perguntam se sou a irmã mais velha, que raiva disso ela é mais velha que eu... mas tudo 
bem, no sonho ela estava aparentando estar mais velha, entre os 30 a 35 anos, não cheguei a  
ver meu rosto, só me vi de costas, e tive a melhor visão do mundo me vendo de costas, vi meu 
bumbum, e ele vai estar bonito aos 40 graças a DEus, parece futilidade, mas realmente me  
preocupo com isso, puxa vida envelhecer sim, mas com a bunda feia não, tudo menos isso...
Bom voltando novamente aos fatos, então, essa poderia ser a minha idade. Estavamos tomando café,  eu estava completamente aflita, não sou uma pessoa calma, vocês me conhecem, tento ser calma, procuro coisas que me acalmem diariamente, mas calma e paciência são dons maravilhosos que Deus infelizmente não me deu... porém, na medida do possivel tento manter o controle, nessa situação eu estava toda fora do controle, e o pior tinha que somente esperar, esperar que ele chegasse. 
Quando chegou sai desesperada pra fora de casa, saber das novidades, ele chegou bem abalado, 
nesse momento não consegui prestar atenção nele, mas chegou num carro vermelho, não sei o modelo, sou péssima pra essas coisas. Sei que perguntei algo e ele me respondeu meio torto, resmungando.
Derrepente mudamos de cena, ainda era dia e eu estava sentada no sofá dentro de casa, olhando-o, estava chovendo, mas não estava frio, o clima estava agradável, ele estava sentado numa cadeira, quase que a beira do portão, olhando para o nada, só pensando quieto, com um olhar triste, que me amargava a alma, não sei quem sofria mais, se ele com os problemas ou eu vendo-o naquele estado sem poder fazer nada, odeio me sentir impotente, e aquilo doía mais ainda. Olhando-o nesse  instante pude observar suas caracteristicas, não era gordo e nem magro, um homem forte, robusto, era moreno com os cabelos escuros, bom a essa altura começando a ficar grisalhos, olhos escuros e doces, tinha um olhar meigo, tinha que ter um olhar meigo, pois é justamente pelos olhos que me apaixono... apesar do olhar meigo, seu rosto tinha traços fortes, queixo bem definido,  sobrancelhas grossas, um olhar doce e meigo, porém com um jeito de olhar meio abrupto e acirrado.

Cansei-me de lhe ver assim, sofrendo quietinho, e fui ao seu encontro, sentei no chão, pus 
a cabeça em suas pernas, como a pedir a carinho e fui recompensada, ele começou a acariaçar 
meus cabelos... bom ai acordei... e durante todo esse sonho não descobri oque lhe afligia, mas 
sem dúvidas foi um dos meus melhores sonhos. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

...águas minhas

Consegui sentir-te tão fina e leve como pluma, transcorrendo meu corpo, as extremidades a sentir um frescor como se fora cócegas, relaxei em ti sem mais nada sentir, só o vento, o ar, o sol e aquele perfume que vinha de tão longe e parecia não pertencer a ninguem ou quem sabe a todos que por ali estavam, era doce mas não era teu. Caminhava apenas, sem pensar em nada, sem rumo ou anseios, pois sabia que todos meus desejos estavam à ponta dos pés, mergulhados na água fria, sobre a areia branca daquele mar sem fim...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Perdida em trevas...

Em algum tempo atrás, não sei precisar a época, mas rapazes andavam alinhados, sapatos lustrados, ternos e gravatas, até os mais desprecavidos financeiramente, moças usavam vestidos longos e rodados, cheios de rendas e adornos. Pois bem, nesse tempo, eu uma moça pobre, usava um desses vestidos de época azul, era um vestido velho, quase maltrapilho, estava sentada a beira de um lago calmo a chorar desesperadamente, como se nada no mundo pudesse me consolar, vivia um triste dilema.Tinha quatro irmãos pequenos, duas meninas e dois meninos, éramos orfãos. Moravamos numa espécie de abrigo, uma senhora loira era nossa responsável, assim como de outras crianças. Esta senhora tinha por hábito vil e infame vender as gurias quando estas alcançassem determinada idade, eu era a próxima da lista. Este era meu dilema: fugir ou não fugir, se fugisse só teria chances realmente de escapar se fosse sozinha, se fosse teria que deixar as crianças, para mais tarde quizá terem o mesmo destino e continuarem a sofrer maus tratos, não queria abandonar meus irmãozinhos, neste caso teria que continuar ali, e aceitar ser vendida para um velho nojento, acreditem ele era nojento. Destino cruel não, nem eu acredito que sonhei esse pavor, aliás, tive esse pesadelo medonho, mas enfim. Estava sentada a beira do lago, chorando, quando eis que vejo uma luz um barco passando com dois viajantes desconhecidos, pelo que me lembro não era hábito desconhecidos passarem pela cidade, então pensei que pudesse ir embora com eles, conversei com os rapazes eles aceitaram, eram dois jovens bem afeiçoados e gentis, e ainda deixaram que levasse meus irmãozinhos, porém antes de conseguir me libertar deste inferno, acordei...